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Uma analise do atual quatro político granjense

Depois da grande enchente causada pelas fortes chuvas que deixou o município em estado de calamidade pública, agora uma nova enchente está dividindo o granjense. Essa ultima tem como causa a moral dos lideres políticos que estão de olho na morte da bezerra. Ou seria...Bem! O certo que Granja teve dois prefeitos em menos de dois meses e que nada mudou a não ser o numero de passeatas nas ruas esburacadas da cidade.

No dia 09 (terça-feira/ junho) uma passeata comemorou a volta do prefeito cassado Esmerino Arruda. A passeata que chegou ao distrito de Parazinho foi marcada pela cor azul e musica de Roberto Carlos "Eu voltei /Tudo estava igual como era antes/Quase nada se modificou/Acho que só eu mesmo mudei...". Esmerino foi muito feliz ao escolher sua nova trilha sonora, pois na cidade nada "se modificou" e seu discurso vazio e desrespeitoso continua "igual como era antes". A alegria e os fogos da passeata do "velho novo", denominada de Carreata da Vitória, deixaram muitos simpatizantes de Romeu Aldigueri vermelhos de raiva. E alguns não contaram pipoca e lançam ovos e pedras contra os carros da passeata.

Na quarta-feira (10/06), para não ficar por baixo e encabrestar seus 12,736 mil votos, que hoje pelo vira e mexe talvez esteja em 13,5 mil, Aldiguere se apressou e convocou uma passeata para lhe esperar na entrada da cidade. Festa total, outro estouro! No carro de som o locutor esbravejava "vista sua camisa vermelho, convide seu amigo, vizinho e venha esperar o amigo Romeu". Típico de campanha eleitoral. Uma multidão botou o uniforme vermelho e marchou para encontrar seu lider. Num final da passeata, cheia de fogos e musicas provocantes, outro discurso. Vazio! O Deputado Sergio Aguiar, ou melhor, águia, de olho nos pintos granjenses, proferiu calorosas vãs palavras em outro discurso. Também vazio! Vale lembrar que o Deputado Sérgio Aguiar tem estado carinhoso com nossa cidade ultimamente. Hum sei não, mais quando a esmola é grande o santo... põe no bolso!

As passeatas têm algo em comum: apologia ao mito do rei, do todo poderoso. Ambos os prefeitos (o cassado e o caçador) utilizam armas análogas: um se vale da simbologia do sagrado, personificada na imagem de São Francisco, e da pressão psicologia ao servidor publico; o outro utiliza a simbologia do herói, personificada na imagem do libertador, e um discurso carregado de mensagens subliminares. Se não houver participação crítica, será tolice acreditar no mito do super herói de capa vermelha e perigo maior ainda é defender o continuísmo oligárquico em solo granjense.

As passeatas são e devem ser legitimas e ambos os lados merecem realiza-las. Agora não se pode permitir que o povo seja usado como arma de ataque e defesa em uma guerra particular, entre tio e sobrinho, enquanto a cidade tenta se recuperar da terrível enchente. O povo tem o direito sagrado de querer e lutar por uma Granja sem a presença da oligarquia que massacra a "Terra de Lívio Barreto" há 50 anos. Porém a maior arma contra o inimigo da Granja é a cidadania, mas o granjense tem demonstrado desconhecer tamanho poderio. Precisamos construir canais de participação popular na administração da cidade e para isso não há necessidade de jogar pedra em ninguém ou brigar com amigos e vizinhos. Pois os políticos passam e o povo fica.
* Lira Dutra

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